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domingo, 24 de abril de 2011


Mãe, você presta atenção à mastigação de seu filho??



O tipo de alimento que seu bebê come pode interferir de forma positiva ou negativa no desenvolvimento ósseo e muscular da sua face. Quer saber como???


Veja a breve orientação sobre as fases de desenvolvimento alimentar da criança:


0 a 3 meses: a criança exercita sua musculatura da face através da sucção. Por isto que sugar no peito só oferece benefícios à criança, pois a força exercida durante a sucção ajuda a desenvolver sua estrutura óssea e muscular da face, além de outros benefícios à saúde em geral.


3 à 6 meses: além da sucção, a criança apresenta movimentos de língua mais complexos, dando início a introdução de alimentação pastosos. Desta forma, os músculos mastigatórios começam a ser estimulados através da movimentação de língua e mandíbula;


6 à 10 meses: a criança começa a comer alimentos além de pastosos, também cozidos, como legumes, macarrãozinhos, frutas molinhas e raspadas. Neste momento os primeiros dentes vão aparecendo e a musculatura mastigatória começa a funcionar de forma mais efetiva, porém, ainda com o auxílio da língua no processo de amassamento do alimento;


10 à 12 meses: a alimentação da criança começa a ficar mais próxima do adulto. Os alimentos introduzidos precisam ser mastigados através da dentição que favorece a quebra e trituração do alimento; Nesta fase, a musculatura facial além de se desenvolver em relação ao crescimento facial, começa a passar pelo processo de posicionamento e fortalecimento muscular, em que a  criança deverá adquir cada vez mais força na musculatura mastigatória;



 Orientação aos pais...


1 – Sugar é fundamental para o desenvolvimento ósseo e muscular da face. Deixe a criança mamar no peito pelo mesmo até o 6 ° mês. Se não for possível, utilize mamadeiras adequadas, com bicos ortodônticos e com furos pequenos;


2 – Deixe a criança brincar com a boca, ou seja, dê pequenos mordedores apropriados à idade e alimentos pastosos caso ainda não possua dentição;


3 – A medida que os primeiros dentinhos vão surgindo, a criança necessita dar início a utilização da musculatura mastigatória. Dê à ela alimentos como frutas raspadinhas, ou frutas em pedaços pequenos e molinhas, legumes cozidos. Deixe a criança mastigar os alimentos.


4 – Quando a 1° dentição da criança estiver completa, isto ocorre por volta dos 2 anos ou 2 anos e meio de idade, é fundamental que a alimentação da criança seja o mais próxima possível do adulto, ou seja, que a consistência dos alimentos favoreça com que precise mastigar bastante antes de engolir o alimento. Nesta etapa, os pais são orientados e evitar alimentos pastosos ou amolecidos, preferindo os alimentos mais consistentes como carnes, frutas como maçã, legumes mais durinhos...


O trabalho de força muscular que a criança exerce durante a mastigação será uma das responsáveis para que ela tenha um desenvolvimento facial adequado e a partir daí outras função também importantes serão beneficiadas, como a respiração, sucção, deglutição e até a fala.


Alimentos molinhos, picadinhos, raspadinhos só até a chegada dos 1° dentinhos, depois dê alimentos consistentes ao seu filho e espante preguiça para mastigar !!!!!!

Havendo dúvidas, fale com seu Pediatra ou procure um Fonoaudiólogo.


Paula Brito


Fonoaudióloga













sábado, 5 de fevereiro de 2011

O desenvolvimento da fala do bebê
O desenvolvimento da fala do bebê inicia-se desde a gestação, onde ainda na barriga da mãe, o bebê pode realizar movimentos de sucção preparando a musculatura oral para a alimentação e também para a fala. E também nesta fase o bebê é capaz de interagir com a mãe respondendo através da sua movimentação aos sons que lhe chegam ao útero. Este é o começo do seu desenvolvimento da fala!


O recém-nascido só chora ou ele “fala” através do choro também?

Nas primeiras duas semanas após nascido o choro do bebê não apresenta nenhuma intenção específica ainda, é considerado manifestação comunicativa inata. Após a segunda semana, este choro já começa a ganhar características de diferenciação como “choro de fome”, “choro de sono”, “choro de dor”, etc.


Quais as etapas do desenvolvimento da linguagem na criança?

 0 aos 6 meses: além do choro, as crianças brincam com os sons balbuciando, estalando a língua no céu da boca, produzindo ruídos na garganta, com os lábios;

 6 meses a 1 ano: fase da lalação,a criança brinca com monossílabos como “ma-ma”, “pa-pa”, “da-da”, “ne-ne”. Nesta brincadeira sonora a criança tenta chamar atenção dos adultos. Ela já interage mandando beijos, dando tchau.

 1 ano a 2 anos: a criança começa falando frases de duas palavras “ nenê naná”, “mama dá” e finaliza esta etapa montando frases de até 3 palavras “nenê qué naná”. Ocorre muita repetição de palavras faladas pelos adultos. Inicia as frases simples “ quero comer”

 2 anos a 3 anos: começam a responder perguntas e conversar usando frases mais completas inclusive com plural “ quero come balinhas”. Começa aqui a fase do “por quê?”

 3 a 4 anos: já constroem frases maiores falando sobre situações do dia-a-dia. Querem participar o tempo todo da conversa com os adultos. Até 3 anos e 6 meses é aceitável ocorrerem trocas do R pelo L como “plato” ou invés de “prato”, “blincar” ao invés de “brincar”.


O que fazer para estimular o bom desenvolvimento da fala da criança?

É importante que os pais desde que o bebê nasceu estabeleçam com ele uma comunicação gostosa, com uma fala suave e calma. Abaixo seguem algumas dicas fundamentais:

- falar sempre de frente ao bebê;

- amamentar seu bebê, pois a sucção que ele realiza no peito ajuda a fortalecer lábios, língua e bochechas e melhora a qualidade respiratória preparando estas estruturas para um bom funcionamento durante a fala;

- evitar falar palavras de forma errada ou rebuscadas, fale sempre corretamente;

- contar histórias para a criança e converse com ela sobre os personagens, isto será um grande estímulo para que ela tente falar corretamente;

- ao observar que a criança está falando errado, não chame sua atenção de forma grosseira, repita a palavra errada para a criança corretamente dentro do contexto de fala;

- evitar e se necessário tratar adequadamente patologias auditivas, pois, prejudicam a discriminação dos sons da fala;

- evitar o uso de chupetas, mamadeiras e a instalação de hábitos orais como chupar dedo, pois, podem provocar alterações posturais ( língua), anatômicas e oclusais na cavidade oral prejudicando a produção articulatória correta das palavras;


E quando a criança já passou dos 2 anos de idade e ainda não fala nada. O que fazer?
Quando a criança sofre de um atraso de linguagem é importante que os pais pensem sobre a forma como a estimulação da fala da criança ocorreu nos últimos meses. O estado psicológico pode afetar no desenvolvimento da fala, por exemplo, quando a criança sofre algum trauma, agressão, muitas vezes a aquisição e desenvolvimento da fala pode sofrer um atraso considerável.

É fundamental procurar um profissional da Fonoaudiologia para a avaliar o desenvolvimento da fala e dar início as orientações a ao tratamento. Neta fase é importante correr contra o tempo, pois ele pode ser um inimigo ou um aliado na busca pela boa aquisição e desenvolvimento da fala de uma criança.

Se houver alguma dúvida, procure orientação com o Fonoaudiólogo. Ele poderá ajudá-lo (a).


Bibliografia:

BOONE, Daniel R. Comunicação humana e seus distúrbios. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

ZORZI, Jaime Luiz. Aquisição da linguagem infantil: desenvolvimento, alterações e terapia. SP: Pancast, 1993.

- http://www.jornalpequeno.com.br/2006/10/30/Pagina44850.htm

- http://guiadobebe.uol.com.br/bb2a3/aprendendo_a_falar_desde_cedo.htm